Edição 2020 do Programa de Acessibilidade “Ouvir para Ver a Cidade” do Instituto Tomie Ohtake será online a partir do próximo dia 20

18/09/2020 - AUTOR: Da Redação

 

A visita este ano será na região da Luz, nos endereços históricos por abrigarem a violência do governo na Ditadura (tema quente na atual situação que vivemos, rs). O conteúdo é baseado na pesquisa "Derivas da Luz Vermelha" sobre a região, realizada pelo artista Brunne, por meio de roteiros em áudios temáticos, os quais poderão ser acompanhados de casa por qualquer interessado, com ou sem deficiência visual.

A edição especial este ano do "Ouvir para Ver a Cidade: Deriva da Luz Vermelha" do artista Brunner, faz parte do Programa de Acessibilidade Instituto Tomie Ohtake que tem como objetivo o estímulo a descobertas poéticas partindo de lugares específicos de São Paulo, exercitando o uso comum de espaços públicos por pessoas interessadas na história da cidade, com ou sem deficiência visual

Para preparar o roteiro de 2020, o Instituto Tomie Ohtake convidou e conta com a curadoria de Brunner, que mantém em seu trabalho uma forte conexão com o uso dos espaços urbanos, a política e a cidadania. O artista tem uma pesquisa profunda sobre a região da Luz, estudo que foi realizado para a produção do espetáculo “Deriva da Luz Vermelha”, que esteve em cartaz no ano passado. Nele, o público era convidado a visitar palcos da violência estatal, como o prédio do Memorial da Resistência – o antigo Dops, hoje um centro cultural –, a região do cinema da Boca do Lixo, o antigo presídio Tiradentes, entre outros espaços históricos.

Brunner resgata todo esse rico material e, com sua própria voz, cria um roteiro histórico pela região da Luz. O acesso aos áudios será gratuito a qualquer cidadão de forma remota e online, no site do Instituto Tomie Ohtake. “Este convite e oportunidade que o Instituto Tomie Ohtake nos dá é extremamente importante pois, mais do que nunca, é preciso lembrar, refletir e não esquecer da violência de estado que historicamente marca, principalmente, essa região. Não há como apresentar espaços urbanos da cidade sem mergulhar no tema”, destaca o artista.

Sobre a ação “Ouvir para Ver a Cidade”

Desde 2017 o Programa de Acessibilidade Instituto Tomie Ohtake realiza o “Ouvir para Ver a Cidade”, derivas urbanas que propõem descobertas poéticas partindo de lugares específicos da cidade, exercitando o uso comum de espaços públicos por pessoas com diferentes capacidades, com e sem deficiência visual. O Programa de Acessibilidade é um dos projetos do Núcleo de Cultura e Participação que promove ações culturais gratuitas que estimulam o acesso e a participação de todos os públicos em atividades artísticas, com foco nas pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social, buscando criar espaços de encontro, diversidade e invenção de novos mundos. 

Sobre Brunner e a pesquisa “Deriva da Luz Vermelha”

Uma pesquisa sobre a história de endereços importantes da região da Luz deu origem ao espetáculo itinerante e performático “Deriva da Luz Vermelha”. Partindo do teatro a Cia. Pessoal do Faroeste, na Rua do Triunfo, o público era guiado por andanças noturnas guiados por Brunner e Mel Laurent com uma lanterna vermelha. A maioria dos espaços visitados estavam relacionados à ditadura.

 Serviço

Ouvir para Ver a Cidade Edição Especial: Deriva da Luz Vermelha

Disponível a partir de 20 de setembro de 2020

Site: www.institutotomieohtake.org.br

Live de debate: 24 de setembro (quinta-feira) às 18h - Facebook e YouTube Instituto Tomie Ohtake. Acesso e download gratuito.

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