Aeromoça comove o mundo com sua atitude

01/12/2018

 

Patrisha Organo

Publicada inicialmente no site The Asianparentephilippines, a notícia relata a atitude da comissária de bordo, Patrisha Organo,de 24 anos, que, em um vôo em sua atividade profissional cotidiana, tomou a decisão de pegar um bebê de uma passageira a bordo, que gritava aquele inconfundível e estridente choro de um bebê faminto e resolveu a questão de uma maneira simples e linda: amamentando, ela mesma, o pequeno desesperado.

O ato, de bondade – indicador de valor no desenvolvimento de uma “reputaçãovirtuosaintegradora” – pegou o pequeno faminto para si sem pestanejar.

A situação de quem já passou por isso é angustiante. Uma criança faminta e uma mãe não tem como resolver o problema: presa em uma aeronave, um calor infernal, apertada entre duas poltronas ao seu lado, todos te olhando com olhar furioso e nenhuma água, comidinha ou biscoitinho irá resolver seu angustiante problema naquele momento.

Para a mãe, com certeza, foi uma enorme surpresa. Afinal, ela jamais imaginaria que a aeromoça, ao se aproximar dela, iria simplesmente solucionar seu problema e o do seu pequeno da forma mais inesperada possível.

Em um post, em sua página de uma rede social, Patrisha Organo, já repercutido globalmente, afirma: “logo após a decolagem, ouvi o som inconfundível de uma criança chorando - um grito que faz você querer fazer qualquer coisa para ajudar".

E ela ressalta: “fui até a mãe e perguntei se estava tudo bem. Ela percebeu que o bebê estava chorando de fome. Então, eu disse à mãe para alimentar seu bebê com fome, mas ela me disse que havia acabado o leite em pó. A essa altura, o bebê estava chorando tão alto que os passageiros começaram a olhar para o pequenino e frágil bebê chorão. Senti uma pontada no coração. Não há leite de fórmula a bordo. Pensei em mim mesmo e só havia uma coisa que eu poderia oferecer a ele: o meu próprio leite. Então, ofereci".

Simples, assim. Uma atitude humana e que ao longo do desenrolar da modernidade e o advento da vida urbana e metropolitana, do correr diário em busca da felicidade, do ter, diante da necessidade em acompanhar o frenesi da vida moderna, contemporânea, esquecemos que a humanidade está presente em simnples atos e ações. Esquecemos de que sermos virtuosos, ir em busca da “vida boa, plena”, como Aristóteles já nos ensinou há séculos - é o que nos diferencia das bestas.

Talvez Patrisha fosse penalizada pelo seu comportamento anormal. Seu empregador a punisse por uma atitude ilógica na prática de sua função - em dissonância com o treinamento que ela, do ponto de vista das regras de uma grande Companhia reputável, recebeu, de estar em sintonia com uma imagem a ser nutrida e preservada, estivesse “desintegrada” aos padrões da marca e do que ela preconiza.

Mas, Patrisha, naquele momento, reagiu como humana, de acordo com seus princípios. No seu olhar humano, prevaleceu a necessidade do outro humano e não os dogmas exigidos pelas regras comuns do certo e errado de uma marca - imaterial, desumana. Ela foi virtuosa.

A frase que ela destaca em sua página, resume a coerência de ações e atitudes virtuosas: “eu vi o alívio nos olhos da mãe do bebê. Eu continuei a alimentar o bebê até que ele adormecesse. Eu escoltei-a de volta ao seu assento.  Eu amamentei o bebê de um estranho a bordo. Obrigado, Senhor pelo presente do leite materno."

Precisamos no mundo e em nosso país de atitudes inspiradoras, que demonstrem que ser virtuoso gera círculos bondosos, compassivos, confiáveis.

Em apenas dois dias até o fechamento deste texto mais de 1.400 milhões de comentários foram postados na página de Patrisha. Respeito é uma das grandes demandas do mundo atual. Leia na 1ª edição temática da NomuseLocusMagazine, as variadas interpretações e a pesquisa sobre Respeito – tema desta edição.

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QUESTAO:

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Resultado:

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ONDE?

60% - Sociedade em geral

100% - Ambiente de Trabalho

80% - Nos espaços públicos

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