Foco no sonho, esforço, responsabilidade, coerência com valores e coerências com seus valores e princípios de vida.

24/06/2019

 

Crédito: Assessoria CBF

Ao longo da historia da humanidade, o ser humano sempre teve sua existência na terra protagonizada pelas estórias de heróis que se constituíram em mitos. Temos contadas por nossos avós, nossos pais acerca de heróis que desafiaram os obstáculos, as dificuldades e se tornaram vencedores por seus atos e conquistas - exemplos a serem seguidos por nós.

A estória de Ulisses, da Odisseia. No universo religioso, a própria estória de Jesus Cristo, a maior e melhor referência de todos os tempos de um ser completo, detentor de todas as virtudes, da excelência, divindade do caráter.

Nos tempos modernos, os mitos foram transportados para o universo dos quadrinhos, inspirados nas narrativas dos filósofos e da vida virtuosa da perfeição de atos da mitologia narrada pelos filósofos gregos e romanos, como Thor, o herói da Marvel. Nos nossos tempos, os mitos foram transportados para o universo dos esportes. E nesse quesito temos nomes que são efetivamente e reconhecidamente, mitos. Citemos Pelé, Ayrton Senna, Hortênsia, Oscar, em nosso Brasil.

Nestes exemplos dos esportes, perfeição virtuosa jamais eles alcançaram e nem devemos exigir, pois, afinal são, como todos os humanos, sujeitos às falhas. Muito embora, a indústria do entretenimento, da mídia e todo o processo mercadológico de transformação em marcas e produtos a serem comercializados esforcem-se em transformá-los em mitos.

Mas, o que diferencia o herói de um mito talvez seja a relação de amor, sinceridade, honestidade e, principalmente, coerência de suas falas, atitudes em relação aos princípios que o construiu. Primeiramente, como individuo e, como mito, consolidado em sua essência, por aqueles que acreditam nele e  veem em seus atos e práticas a coerência e sinceridade com que ele faz, fala e age em seu cotidiano, por suas ações, atitudes.

A construção de um mito, enfim, faz-se exatamente pela transparência com que ele conversa com suas audiências, seus admiradores; seu comprometimento para com aqueles que o admiram, com aqueles que o ajudaram a estar naquele lugar alcançado; sua responsabilidade para com o outro, seu engajamento na transformação da realidade, do mundo, das pessoas.

Enfim sua coerência para com ele mesmo, seus valores, sua essência e com aquele início da trajetória, do ponto onde ele começou - de onde ele saiu. Ele é admirável! Mas, normalmente, esse mito, que todos admiram e enaltecem é simplesmente ele mesmo. Ele é um ser humano como qualquer um de nós; seu cotidiano é o nosso, mas ele é comprometido com todos. Ele não está focado em passar a imagem de uma figura da qual não esteja em sincronia com o que ele é desde o início. Ele(a) é ele(a) e consegue passar para o outro que o admira a sua própria semelhança. Por isso mesmo ele(a) é um ser que preconiza e procura exercer, reavaliar e se esforça dia a dia por manter sua coerência. Não é perfeito. Apenas é ele.

Nomeamos para a seção Virtuosidade, a nossa heroína e ainda não mito, mas talvez ela nem deseje ser apenas ela mesma, a nossa maior campeã de todos os tempos, a pequenina e um monstro – que deveria ser um mito, mas não será, pois no Brasil, heróis verdadeiros, sinceros, honestos e responsáveis, simplesmente humanos, virtuosos, não têm o rosto de uma menina chamada Marta, a maior ganhadora de títulos da historia do futebol.

As suas ações, seu jeito de engajar, chamar para si a responsabilidade, seu jeito simples e honesto, sua capacidade monstruosa de liderar de forma virtuosa, seu compromisso com a transformação e uma realidade de preconceitos, desvalorização de gênero histórica da categoria de humano que ela representa - a mulher brasileira - a nomeia como um mito que precisa e deve ser enaltecido por todos os brasileiros.

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QUESTAO:

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100% - Ambiente de Trabalho

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